Vou sentir dor durante a Colonoscopia?

Não, a sedação e analgesia consciente é realizada em todos que fazem a colonoscopia. É a depressão da consciência induzida por drogas, durante a qual você desperta a um comando verbal ou a um estímulo tátil. Nenhuma intervenção é necessária para manter a via aérea permeável e a ventilação espontânea é mantida. A função cardiovascular é preservada. O oxigênio a 100% é rotineiramente utilizado para diminuir o risco de hipoxemia.

Pacientes com risco habitual submetidos a colonoscopia rotineira sob sedação e analgesia consciente (moderada) apresentam baixo risco de complicações, não sendo observadas sequelas ou óbitos nos estudos de grande porte.

O seu objetivo principal é reduzir a ansiedade e desconforto do paciente, consequentemente melhorando a satisfação e tolerabilidade ao procedimento. Ademais, minimiza o risco de danos ao paciente durante o exame, além de possibilitar ao colonoscopista um ambiente ideal para uma análise mais aprofundada do exame.

A aplicação de sedativos e analgésicos na colonoscopia melhora a taxa de exames completos, aumenta a taxa de sucesso do exame, tolerância, satisfação e a probabilidade de repetir o procedimento, e reduz a frequência de complicações relacionadas ao procedimento.

No Brasil considera-se sedação e analgesia como ato médico, portanto, é fundamental ao médico colonoscopista conhecer a farmacologia e farmacocinética dos medicamentos, incluindo os diferentes conceitos de sedação, suas possibilidades e limitações, efeitos colaterais, prevenção e tratamento de complicações. No entanto os indivíduos diferem na sua resposta à sedação e analgesia, e a depressão do nível de consciência induzida pode ser mais profunda que o previsto. Portanto, as medicações devem ser administradas de forma titulada, respeitando a variabilidade individual na resposta.

O colonoscopista deve estar apto a reconhecer os vários níveis de sedação e estar capacitada em assistir o paciente em nível de sedação, eventualmente, mais profundo do que o inicialmente programado.

Avaliar a ansiedade do paciente, idade (a literatura é controversa em relação à associação de idade avançada e risco de eventos adversos), medicamentos em uso (principalmente medicamentos psicotrópicos: tranquilizantes e sedativos), abuso de drogas ou álcool, doenças (doença cardíaca ou pulmonar, doença neurológica ou convulsão, estridor, ronco ou apneia do sono), reação adversa à sedação e analgesia e alergias imediatamente antes da colonoscopia, além da tolerância à dor, é importante para obter uma sedação ideal. Orientam a escolha do tipo de sedação e medicações, no intuito de reduzir eventos adversos cardiorrespiratórios graves e cautela na infusão sedativos e soluções cristaloides. Também são relevantes os fatores relacionados com o procedimento como o grau de invasão, desconforto, duração e grau de dificuldade do exame.

Pacientes hipertensos submetidos à colonoscopia não necessitam suspender o medicamento anti-hipertensivo 24 horas antes do preparo intestinal e do procedimento endoscópico.

Pacientes renais crônicos submetidos a colonoscopia sob a sedação podem ser medicados com propofol, fentanil ou midazolam com segurança.

Em pacientes hepatopatas crônicos a sedação com propofol permite uma sedação mais rápida, com menor tempo de recuperação, alta mais precoce e sem alterações significativas nos testes psicomiméticos em comparação aos benzodiazepínicos (midazolam), sem alterar a segurança do procedimento. Na utilização de opioides em sedação recomenda-se o fentanil ou remifentanil.

As drogas mais utilizadas para sedação e analgesia em colonoscopia são os benzodiazepínicos, opioides e propofol. Pacientes sedados com propofol de forma não contínua (bolus) apresentam menor incidência de hipoxemia, redução de quantidade de sedativos e despertar mais precoce em comparação à infusão contínua.

A utilização de propofol durante a colonoscopia, com nível de sedação consciente (moderada), tem se mostrado eficaz, seguro e com alto índice de satisfação dos pacientes. A administração de propofol pode ser realizada com segurança por médicos não anestesiologistas com treinamento em suporte avançado de via aérea durante procedimentos em pacientes adequadamente monitorizados.

O jejum de 6 horas para alimentos sólidos com refeição de véspera hipogordurosa e baixo volume e, jejum de 2 horas para líquidos límpidos sem resíduos em baixo volume em pacientes de baixo risco para broncoaspiração são suficientes para promover as colonoscopias com segurança e qualidade.

Avaliação pós-procedimento

Após a conclusão da colonoscopia, devido a sedação e analgesia intravenosa, os pacientes necessitam de observação e monitoramento até que se recuperem dos efeitos dos sedativos. A decisão de alta é tomada com base nos níveis de consciência, parâmetros hemodinâmicos, oxigenação e dor/desconforto, que devem ser avaliados em intervalos regulares e registrados até estas medidas retornarem aos valores basais.
Critérios padronizados são usados para avaliar a recuperação da sedação (ESCALA DE ALDRETE-KROULIK). Todos os pacientes devem receber instruções verbais e escritas, descrevendo dieta, atividades, medicações e acompanhamento de avaliações a serem seguidas após o procedimento.
Um número de telefone de contato com disponibilidade de 24 horas/dia, de uma pessoa responsável pelo serviço de endoscopia.

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