Preparo do intestino para fazer a Colonoscopia!

O objetivo principal da preparação dos pacientes para colonoscopia é viabilizar um exame completo, preciso, confortável e seguro. Uma atitude tranquilizadora e confiante das secretárias, da assistente técnica e do examinador, aliado a um paciente calmo, informado e motivado, contribuem para um exame ideal.

Escore 0 da escala de Boston: segmento colônico não limpo, com mucosa não visualizada, devido a fezes sólidas que não podem ser removidas. Escore 1 da Escala de Boston: mucosa parcialmente visualizada, porém outras áreas do segmento não visualizadas devido à coloração, a fezes sólidas ou a líquido opaco. Escore 2 da Escala de Boston: pequena quantidade de resíduos fecais ou líquido opaco, porém boa visualização da mucosa do segmento. Escore 3 da Escala de Boston: toda mucosa do segmento bem visualizada e com clareza, sem resíduos fecais ou líquido opaco.

Para fins de análise de preparo, graduações menores que 5 na escala de Boston são consideradas insatisfatórias.

Apesar das várias opções, ainda não foi definido o agente considerado “padrão ouro”, uma vez que nenhum deles preenche todos os critérios de uma preparação ideal do intestino: associar eficácia, segurança, facilidade de administração, baixo custo, ausência de efeitos colaterais e boa aceitação pelo paciente.

O preparo do paciente para a realização da colonoscopia não se resume ao jejum e ao preparo intestinal. As orientações têm início no momento em que a colonoscopia é agendada, quando é solicitado ao paciente que leia com atenção o preparo e as orientações presentes em seu verso (consentimento informado) a fim de que o mesmo tire suas dúvidas ligando para a Clínica e assim, torne-se apto à assinatura do consentimento informado.

A precisão diagnóstica e terapêutica da colonoscopia depende da qualidade da preparação intestinal. A visualização inadequada da mucosa pode resultar em procedimentos incompletos, lesões não detectadas, prolongamento do exame, além de taxas de complicações potencialmente maiores.

O polietilenoglicol (PEG 4.000) é um dos agentes mais comumente utilizados devido à sua segurança e pouca incidência de distúrbios hidroeletrolíticos, particularmente em pacientes com múltiplas comorbidades, além de sua alta efetividade. No entanto, deve ser tomado em grandes volumes e tem baixa palatabilidade.
Quanto às soluções de fosfato de sódio e picossulfato de sódio com citrato de magnésio, elas são tomadas em volumes menores e mostraram-se igualmente eficazes em estudos comparativos. No entanto, eles podem causar efeitos colaterais significativos, como alterações nas concentrações de íons.
Em relação ao manitol, existe um consenso na América do Norte e Europa quanto ao não uso devido ao risco de explosão colônica e de graves distúrbios hidroeletrolíticos.
A lactulose, dissacarídeo não absorvível, que sofre ação bacteriana, foi escolhida como preparo intestinal, pois está amplamente disponível, com custos acessíveis e com resultados de eficácia semelhantes aos do manitol. Lactitol, assim como lactulose, têm sido utilizados como opções de preparo intestinal com bons resultados relatados pelo fabricante.

No entanto, cerca de 5-10% dos pacientes experimentam dificuldades emrealizar o preparo intestinal, seja em não tomar todo o volume, tomar muito rápido acarretando vômitos e comer ou tomar o que não pode no dia anterior ao exame. Resultando numa preparação inadequada do intestino.

O uso da lactulose ou lactitol (Imolac) tem boa tolerância, aplicabilidade, simplicidade e eficácia. Baseia-se na ideia do preparo domiciliar, pois os produtos são adquiridos livremente no comércio farmacêutico com simples prescrição. A solução de lactulose ou lactitol (Imolac) é preparada pelo próprio paciente, 240 ml de lactulose ou 200 ml lactitol (Imolac) em 800 ml de água é ingerida em domicílio.  Este volume é tomado 6 a 8 horas antes do exame, lentamente, 1 copo de 150 ml a cada 15 minutos, demorando 2 a 3 minutos para tomar cada copo.

Com relação aos efeitos colaterais, 40% apresentam pelo menos um, sendo náuseas, fraqueza e dor de cabeça os mais comuns, mas nenhum dos sintomas relatados altera a qualidade do preparo e a realização da colonoscopia.

Conforme conceito proposto, a classificação excelente ou boa permite completa apreciação da mucosa, sem dificuldades técnicas. Os exames regulares também permitem exame do intestino, ressalvadas as dificuldades técnicas que não permitem total observação ou impossibilidade de visão de áreas por estenose ou tumores de transposição difícil.

Concluo que o preparo domiciliar com lactulose ou lactitol (Imolac) é facilmente exequível nas populações usuárias, tecnicamente adequado, de baixo preço, adequado para ser usado em grandes populações por simples prescrição em ambulatório. Por esta razão é empregado no Clínica Endo-Colono.

Em relação à possibilidade ou não de completar o exame até ao ceco, por dificuldades técnicas ou eventualmente preparo de cólon inadequado, os índices dos piores exames estiveram relacionados com neoplasia maligna estenosante, doença diverticular, idade superior a 60 anos e sexo masculino. 

CONSENTIMENTO INFORMADO

Com o advento da Constituição da República de 1988 e do Código de Defesa do Consumidor (Lei n° 8.078, de 1990), o médico não pode submeter o seu paciente a tratamento ou procedimento terapêutico sem antes obter seu consentimento.

Ele deve ser obtido e documentado antes do paciente realizar a colonoscopia.

O consentimento informado (Cl), que presta relevante tributo ao direito à autodeterminação do paciente. Por meio da assinatura do Cl o paciente declara estar ciente da natureza da colonoscopia e os correspondentes riscos, assumindo-os livremente.

Assim, o médico cumpre a obrigação moral de informar tudo ao paciente e se protege de eventual responsabilidade civil em caso de insucesso no exame.

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